PÍLULAS DE SAÚDE - TRATAMENTOS COMPLEMENTARES PARA O TABAGISMO (20/09/2023)
https://www.ativa.fm.br/ (link para o programa 23 - Tabagismo)
Olá, um grande prazer estar novamente com vocês, aqui farmacêutica JAQUELINE CAPELARI, para abordar hoje no nosso programa “PÍLULAS DE SAÚDE” sobre os tratamentos complementares para ajudar quem deseja parar de fumar, a se livrar do vício do TABAGISMO. Como já falei nos programas passados, o projeto “PÍLULAS DE SAÚDE” é um produto técnico do meu mestrado da faculdade de Medicina da UFRGS, chamado programa de pós-graduação em Ensino na Saúde (PPGENSAU) e tenho como orientadora a professora Fabiana Scheneider Pires e esse programa conta com recursos próprios para seu desenvolvimento.
Vício
bastante difícil de largar, mas não impossível...
Nada é impossível para aquele
que crê! Começo com essa frase, que no meu julgamento tem tudo a ver com a
possibilidade que a pessoa tem de se libertar do tabagismo. Vamos falar um
pouco sobre o contexto histórico de como surgiu o tabaco e como ele foi sendo
inserido na nossa cultura ao longo dos anos.
O tabaco utilizado no fumo é
uma planta chamada de Nicotiana tabacum, nativa das Américas. Acredita-se que o
tabaco começou a crescer nas Américas por volta de 6.000 a.C. Há mais de 2 mil
anos, os índios usavam o tabaco para curar feridas e aliviar dores. Além do uso
medicinal, o tabaco era muito usado em rituais religiosos. Os líderes
religiosos indígenas usavam a fumaça do tabaco para estabelecerem a comunicação
com “espíritos”, com o “mundo espiritual” e obterem “poderes mágicos de cura” e
“benefícios espirituais”.
No Século XV, Cristóvão
Colombo foi presenteado com tabaco por nativos americanos, sendo posteriormente
introduzido seu uso na Europa. Inicialmente o tabaco era consumido por nobres e
o clero, conferindo status social aos seus usuários e a promessa de acesso ao
“poder mágico” a ele conferido. Ao longo dos Séculos, o tabaco foi se
popularizando, atingindo classes sociais menos privilegiadas, na forma de
cigarro, cachimbo, charuto, fumo de corda. As indústrias do cigarro se tornaram
gigantes em faturamento, usando estratégias de marketing para atingir o público
feminino, adolescentes e crianças.
Em 1964, o Serviço de Saúde
Pública dos Estados Unidos da América, publicou um documento baseado em mais de
7 mil artigos científicos que associam o cigarro ao câncer de pulmão e laringe
em homens, ao câncer de pulmão em mulheres e como sendo a principal causa de
bronquite crônica. A partir disso que começam as discussões de quanto o
cigarro, o tabaco, o fumo são prejudiciais para a saúde humana.
Como
se desenvolve o vício de fumar e quais substâncias estão presentes no cigarro?
Chamamos de vícios os maus
hábitos, então existem diversos e variados tipos de vícios. Sendo que o hábito
é aquilo que repetimos seguidamente em nossa rotina até virar automático, sem
pensar. O mau hábito de fumar leva ao vício pelo cigarro. Já a dependência do
hábito de fumar se deve ao fato do tabaco possuir uma substância chamada
NICOTINA, sendo essa a principal responsável pelo efeito viciante do cigarro. A
dependência da nicotina ocorre quando você precisa da nicotina e não consegue
parar de usá-la. A nicotina é a substância química do tabaco que torna difícil
parar de fumar e que produz efeitos agradáveis em seu cérebro, mas esses
efeitos são temporários. Então você pega outro cigarro e assim vai. A nicotina,
presente em qualquer derivado do tabaco é considerada droga por possuir
propriedades psicoativas, ou seja, ao ser inalada produz alteração no sistema
nervoso central, trazendo modificação no estado emocional e comportamental do
usuário. Porém a Nicotina não é a única substância presente no cigarro, que
chega a possuir mais de 4700 substâncias químicas, pasmem, nem eu sabia dessa
quantidade, acreditava ser bastante, mas isso superou. A cada tragada, o
fumante absorve essas mais de 4.700 substâncias tóxicas, entre elas: nicotina,
alcatrão, monóxido de carbono (que sai dos escapamentos dos automóveis,
extremamente tóxico), solventes como o benzeno, metais pesados (acetato de
chumbo, cádmio, níquel), arsênico, amônia, formol, naftalina, pólvora, acetona,
fósforo (P4 ou P6), xileno, agrotóxicos (DDT), substâncias radioativas (polônio
210 e carbono 14), e tantas outras.
É
possível fumar e não viciar?
Com toda certeza não, pois o
vício é o mau hábito repetido diversas e diversas vezes, aí algumas pessoas vão
me dizer: “eu não fumo todo dia só nas segundas, quartas e sextas feiras...”
Ok, agora tenta não fumar na segunda feira para ver se vai conseguir e como vai
ficar. É uma questão de inteligência, se você sabe que fumar faz mal e mesmo
assim começa a fumar pensando que vai conseguir se controlar e evitar o vício
está completamente enganado. As alterações causadas pela nicotina no cérebro
são altamente viciantes e deve-se evitar ao máximo o contato com o cigarro.
Outro
mal que está se espalhando, principalmente entre os jovens é o cigarro
eletrônico, o que dizer desse tipo de cigarro?
O cigarro eletrônico, também conhecido como e-cig, é um
dispositivo eletrônico que vaporiza uma solução líquida contendo nicotina e
outros aditivos. Apesar de ser proibida pela ANVISA a comercialização no
Brasil, se encontra facilmente. O Embora o vapor produzido pelos cigarros
eletrônicos possa parecer menos prejudicial do que a fumaça do tabaco
convencional, ele ainda contém uma série de substâncias tóxicas e
carcinogênicas. O líquido contém não apenas nicotina, mas também propilenoglicol
e glicerol, que podem ser inalados e prejudicar os pulmões e vias aéreas. Embora
inicialmente tenha sido promovido como uma alternativa mais segura ao cigarro
convencional, a evidência científica sugere que os riscos associados ao uso de
cigarros eletrônicos são muito graves. os cigarros eletrônicos apresentam
riscos adicionais. O uso prolongado de cigarros eletrônicos pode levar a
doenças respiratórias, doenças cardiovasculares e problemas de saúde mental. Os
cigarros eletrônicos também podem ser perigosos quando manuseados
incorretamente, como o superaquecimento da bateria que pode levar a explosões e
queimaduras. E também podem ser especialmente prejudiciais para jovens e
adolescentes, que estão em desenvolvimento e são mais vulneráveis aos efeitos
negativos do tabagismo. O uso de cigarros eletrônicos pode levar ao vício em
nicotina e aumentar o risco de futuros problemas de saúde relacionados ao
tabagismo. Portanto, é importante enfatizar que, embora os cigarros eletrônicos
possam parecer uma alternativa menos prejudicial ao tabaco convencional, eles
ainda apresentam riscos significativos à saúde.
A
melhor opção é evitar o uso de qualquer produto de tabaco e buscar ajuda para
parar de fumar, se necessário. Quais terapias podem ser usadas para ajudar
nesse sentido?
Antes de tudo, a pessoa precisa ter a vontade de parar, tem
que ser uma vontade genuína, como aconteceu com a minha mãe, que parou de fumar
depois de 40 anos sendo fumante. Depois então se procura por ajuda para
complementar a vontade de parar de fumar.
O SUS disponibiliza os grupos de Tabagismo para quem tem o
desejo de parar de fumar, a cada tempo, se fazem os encontros para ajudar as
pessoas a se libertarem do hábito de fumar, e também são disponibilizados os
medicamentos e adesivos de nicotina para o tratamento.
Não existe meio fácil de parar de fumar, existe uma caminho
que a pessoa deve começar a trilhar e buscar ajuda, profissional e familiar.
Comportamentos que podem ajudar nesse momento:
- Praticar exercícios físicos para aliviar a tensão e o
estresse
- Evitar os ambientes que costumava frequentar e que
possuem muitas pessoas fumando
- Evitar tomar bebidas alcoólicas e diminuir o café, pois
esses hábitos muitas vezes estão associados ao cigarro;
- Lembrar sempre do seu propósito de deixar de fumar, algo
que realmente mexa com a sua emoção. Pode até deixar um cartaz com figuras que
mostrem como é uma vida sem cigarro e outras figuras mostrando as pessoas
viciadas no tabaco e o fim de suas vidas, figuras que choquem realmente, iguais
ou piores aquelas que tem no verso das carteiras de cigarro.
- Começar a fazer meditações, de 5 minutos para visualizar
uma vida livre do cigarro
- Uso de alguns fitoterápicos como: Balas de gengibre e o
próprio chá de gengibre, o chá de cardamomo (tem em casas de produtos naturais),
uso de florais específicos para os vícios, nas farmácias de manipulação você
encontra uma infinidade destes florais.
- Sessões de hipnose podem ajudar muito nesse processo,
para reprogramar o cérebro para rejeitar o cigarro.
- Acupuntura e Auriculoterapia são ótimas ferramentas que
podem ser utilizadas também na questão emocional de parar de fumar, inclusive
temos protocolos já testados de pontos que auxiliam nesse processo.
- Aromaterapia, uso dos óleos essenciais: óleos essenciais
que ajudam no equilíbrio do sistema emocional principalmente entre eles:
LANVANDA, OLÍBANO e o MIX BALANCE da DoTerra, uso aromático, inalando 1gota 3x
ao dia, ajudam no alívio da ansiedade ajudando a parar de fumar.
E hoje era isso que tínhamos
para conversar, vamos ficando por aqui, semana que vem vamos conversar sobre
tratamentos que ajudam a combater a ansiedade, provavelmente falaremos em dois
programas também. Lembrando que se você tiver alguma dúvida, alguma sugestão ou
curiosidade pode mandar pra nós que vamos ao longo dos programas respondendo e
conversando. Muito obrigada pela oportunidade, uma ótima semana a todos e até a
próxima quarta-feira com o nosso programa “PÍLUAS DE SAÚDE”.

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