PÍLULAS DE SAÚDE - TRATAMENTOS COMPLEMENTARES PARA DIABETES PARTE II (13/09/2023)
https://www.ativa.fm.br/ (link para o programa 22 - Diabetes parte II)
Olá, um grande prazer estar
novamente com vocês, aqui farmacêutica JAQUELINE CAPELARI, para continuar
falando hoje no nosso programa “PÍLULAS DE SAÚDE” sobre os tratamentos
alternativos para DIABETES, como melhorar nosso nível de glicemia, tema que
iniciamos quarta feira passada mas que por ser de extrema importância não
poderíamos falar tudo em poucos minutos e agora estamos retomando o assunto.
Como já falei nos programas anteriores, o projeto “PÍLULAS DE SAÚDE” é um
produto técnico do meu mestrado da faculdade de Medicina da UFRGS, chamado
programa de pós-graduação em Ensino na Saúde (PPGENSAU) e tenho como
orientadora a professora Fabiana Scheneider Pires e esse programa conta com
recursos próprios para seu desenvolvimento.
Recapitulando
um pouco do que falamos no programa anterior...
A diabetes é uma doença que
gera elevação excessiva dos níveis de açúcar no sangue, provocando diversos
problemas no organismo. Entre os tipos mais comuns estão a Diabetes tipo II, a
tipo I, a Diabetes Gestacional e a pré-diabetes. Os sintomas mais comuns são o
emagrecimento repentino, sede em excesso, urinar com maior frequência, aumento
do apetite, feridas que demora a cicatrização. A causa mais comum é uma
deficiência na ação do hormônio insulina, ou pela diminuição da sua produção ou
por resistência à insulina. A Insulina é a responsável pelo aproveitamento da
glicose pelas células do corpo, sem esse hormônio a glicose começa a sobrar no
sangue e causar os sintomas da doença e todas as consequências que vem com
isso.
Por
falar em consequências, porque é tão perigoso para o nosso corpo ter o açúcar
elevado no sangue?
Em alguns casos a Diabetes
pode ser silenciosa, não apresentando sintomas que mencionamos antes, aí pode
complicar um pouco mais o diagnóstico, pois a pessoa pode passar anos sendo
diabética, sem saber. O portador de Diabetes pode desenvolver algumas
complicações graves em decorrência da doença não controlada como:
- Insuficiência renal
- Problemas cardiovasculares
- Neuropatia e pé diabético
- Retinopatia
- Surdez
Além disso, os níveis elevados
de açúcar também aumentam o risco de infecção, já que o açúcar facilita o
crescimento e desenvolvimento de fungos e bactérias, sendo frequente que a
pessoa com diabetes apresente infecções urinárias recorrentes, por exemplo. Por
favorecer o desenvolvimento de vários microrganismos e por dificultar a
circulação sanguínea, a diabetes também causa problemas na cicatrização de
feridas.
Muito
bem, e quais os tratamentos que existem para melhorar os níveis de açúcar no
sangue??
Vamos falar em primeiro
momento dos tratamentos para diabetes Tipo II, pré-diabetes e diabete
gestacional. Deixamos a diabetes Tipo I para o final. Mas, via de regra, podemos
dividir o tratamento para diabetes em dois tipos, o tratamento medicamentoso e
não medicamentoso (sem o uso de medicação). Após confirmado o diagnóstico o
médico que vai orientar o tratamento que a pessoa deverá seguir. Geralmente, o
tratamento não medicamentoso á a primeira opção para pessoa sem complicações,
que não tenham outras doenças associadas.
O tratamento não medicamentoso
nada mais é que mudanças no hábito de vida, mudanças na alimentação e prática
de exercícios físicos. Aqui normalmente o paciente conta com o apoio de um
nutricionista que irá prescrever uma dieta para ser seguida pro resto da vida,
nem devemos chamar de dieta, podemos chamar de reeducação alimentar. Novamente
vem a tona no nosso assunto a alimentação saudável, e como sempre digo o peixe
morre pela boca. Outro hábito que deve ser incorporado é a prática de
exercícios físicos, e como já falamos dos benefícios nos programas anteriores
não cabe ficarmos sendo repetitivos, somente para lembrar da importância de
colocar nosso corpo em movimento. E somente os ajustes nesses dois hábitos, por
muitas vezes é suficiente para regular a quantidade de açúcar no sangue e a
pessoa se livrar do diabetes. Nos casos que a modificação do estilo de vida não
é suficiente o médico lança mão então do componente farmacológico, o
medicamento então. O tratamento inicia sempre com a menor dose possível do
remédio e vai aumentando conforme a resposta de cada paciente.
Importante lembrar que no
diabetes tipo I, o paciente não tem produção alguma de insulina e necessita
fazer uso da injeção de insulina diariamente, as vezes mais de 3 aplicações ao
dia, conforme cada caso. E quando o paciente portador de Diabetes tipo II, não
consegue atingir os níveis ideais de glicose sanguínea com os tratamentos a
base de medicamentos via oral e mudança no estilo de vida, ele também está
fadado ao uso de insulina injetável. Então a diferença entre os tratamentos
está basicamente que o diabetes tipo I não responde a mudanças no estilo de
vida e uso de medicamentos via oral não são uteis, como no diabetes tipo II.
A pessoa portadora de Diabetes
que faz uso de insulina deve ser muito bem orientada pela equipe de saúde pois
uma dose errada pode ser fatal para ela, existem hoje no mercado farmacêutico
vários tipos de insulina, as que agem rapidamente, as de liberação lenta,
prolongada, ultra rápida, quem faz a prescrição de cada tipo é o médico.
Falando
em termos de tratamentos alternativos o que pode ser útil para a pessoa
diabética???
Aqui eu chamo a atenção das
pessoas, que não saiam por aí tomando qualquer coisa que falam que é bom para
baixar a diabetes, pois como falei no programa anterior, a quantidade baixa do
açúcar no sangue pode levar ao coma e a morte, então a palavra aqui é CAUTELA.
Quem é diabético e faz uso de
medicamentos via oral ou insulina já deve ter passado por algum episódio de
hipoglicemia, que é quando os níveis de açúcar no sangue ficam abaixo de
60-50mg/dl e a pessoa passa mal, apresentando sintomas como tonturas, suor frio
e tremores. Esses sintomas indicam que o açúcar está em nível muito baixo. O
diabético, que faz uso de insulina, deve ter sempre junto uma balinha, para que
quando identificar os primeiros sintomas de hipoglicemia já poder elevar a
glicose com uma bala em baixo da língua.
As orientações a seguir são
para pessoas diabéticas que não usem insulina, pelamor de Deus, não saiam por
aí dizendo a farmacêutica mandou tomar esse chá porque é bom pra diabetes,
precisamos sempre ver o contexto do paciente, caso faça uso de insulina não
recomendamos o uso de chás ou qualquer outro tratamento alternativo.
As recomendações a seguir são
para pessoas que tenham sido diagnosticadas recentemente, que não usem insulina
e que estão em reeducação alimentar para tratar o diabetes.
Chás:
Chá Verde: diminui os níveis
de açúcar no sangue e tem ação anti-inflamatória.
Chá de Canela: ajuda melhorar
a sensibilidade à insulina, baixando os níveis de açúcar além de
anti-inflamatório.
Chá de Camomila: melhora a
sensibilidade à insulina e reduz o estresse oxidativo.
Chá de Pata-de-vaca: sem
mecanismo de ação esclarecido.
Chá de Carqueja:
Chá de Sálvia: aumenta
secreção de insulina, cuidado pois pode causar hipoglicemia.
Outra indicação são o uso de
óleos essenciais, os mais indicados são o de Canela, uso interno 1 – 2 gts ao
dia, óleo essencial de semente de Coentro também para uso interno 1 – 2gts ai
dia, e um mix de óleos essenciais chamado MetaPower da DoTerra que pode ser
tomado da mesma forma que os outros.

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