quinta-feira, 3 de agosto de 2023

PÍLULAS DE SAÚDE - COMO MELHORAR A SAÚDE INTESTINAL (02/08/2023)

https://www.ativa.fm.br/pilulas-de-saude/ (link para escutar o programa 16 - Intestino)

Olá, um grande prazer estar novamente com vocês, aqui farmacêutica JAQUELINE CAPELARI, para falar hoje no nosso programa “PÍLULAS DE SAÚDE” sobre como melhorar a nossa saúde intestinal. Como já falei nos programas anteriores, o projeto “PÍLULAS DE SAÚDE” é um produto técnico do meu mestrado da faculdade de Medicina da UFRGS, chamado programa de pós-graduação em Ensino na Saúde (PPGENSAU) e tenho como orientadora a professora Fabiana Scheneider Pires e esse programa conta com recursos próprios para seu desenvolvimento.

O intestino não está entre os órgãos que recebe muita atenção. A maioria das pessoas só se lembra dele quando sente sintomas de seu mau funcionamento, como em casos de prisão de ventre ou cólicas, por exemplo.

Qual a função do intestino no nosso corpo?

Muitas pessoas pensam que o nosso intestino é apenas o órgão responsável pela excreção das fezes no nosso corpo, mas ele vai muitooooo além disso, ouso dizer que é um dos órgãos mais importantes do nosso corpo. O intestino é considerado o nosso segundo cérebro e tem funções importantíssimas para nossa nutrição e para as defesas do organismo.

Vamos primeiro falar da anatomia do intestino, ele se divide em dois, o intestino delgado, conhecido como a “tripa fina”, o intestino grosso junto com a porção final que é o reto. Cada uma dessas partes tem funções diferentes, o intestino delgado complementa e finaliza a digestão que é iniciada ainda na boca e depois no estômago, é o responsável maior pela absorção dos nutrientes dos alimentos que ingerimos, formação do bolo fecal. Já o intestino grosso é o maior responsável pela absorção da água, armazenamento e eliminação das fezes e toxinas.

Porém a medicina não para de descobrir novas funções desse órgão, hoje se sabe que o intestino também age na produção de neurotransmissores e hormônios (que influenciam no bem-estar e também no ganho ou perda de peso) e no controle do sistema imunológico e das inflamações pelo organismo.

Produção de hormônios e neurotransmissores:

O intestino é ligado ao cérebro por aproximadamente 500 milhões de células neuronais, que atuam de forma bi-direcional, levando e trazendo informações e comandos. Através da liberação de neurotransmissores e hormônios, esse sistema controla: movimento do alimento no intestino; sensação de bem-estar; sensação de fome ou saciedade. Além disso, cerca de 90% da serotonina, um dos principais “hormônios da felicidade”, é produzida no intestino. Pessoas depressivas podem estar sofrendo de disfunção intestinal.

Barreira imunológica:

O muco que cobre toda a superfície intestinal contém diversas moléculas que barram fisicamente a entrada de patógenos (moléculas causadoras de doenças). “Atrás” do muco está o tecido epitelial, que tem na junção entre suas células o espaço necessário para permitir a passagem de nutrientes, mas barrar patógenos que possam atravessar o muco. Com isso, cerca de 70% das células do sistema imune estão concentradas no intestino. Pessoas que apresentam imunidade baixa, infecções de repetição podem estar sofrendo de problemas intestinais;

Microbiota intestinal e obesidade:

Em ação conjunta com o sistema nervoso, a microbiota intestinal (A microbiota intestinal, ou a flora intestinal, é o conjunto de milhões de microorganismos, como vírus, fungos e bactérias que habitam no trato gastrointestinal)  atua na produção e liberação de neurotransmissores e hormônios que controlam o movimento da comida no intestino e as sensações de bem-estar, fome ou saciedade. A microbiota influencia também na regulação dos níveis de açúcar no sangue e na forma de armazenamento de gordura no corpo. Quando em desequilíbrio, ela pode ainda provocar um processo inflamatório, que tem potencial para deixar o intestino permeável, uma condição que permite a passagem de bactérias e toxinas para o organismo. Assim, aumentam as possibilidades de ocorrência de obesidade, síndrome metabólica e Diabetes tipo 2. Casos aqui de pessoas que não conseguem emagrecer ou que não conseguem controlar sua diabetes podem estar relacionados a saúde intestinal.

Portanto, cuidar do intestino é cuidar da saúde integral. No entanto, é uma pena que muitas pessoas não conheçam a importância deste órgão e não mantêm hábitos que o ajudam a funcionar bem. Segundo dados da Organização Mundial de Gastroenterologia, 20% da população global sofre algum tipo de problema intestinal. 90% dessas pessoas simplesmente não procuram orientação médica, recorrendo à automedicação ou apenas ignorando o problema, o que pode agravar outros problemas de saúde.

Quando a saúde intestinal está prejudicada, o corpo passa por um processo chamado disbiose, ou seja, um estado de desequilíbrio em que existem mais bactérias ruins no corpo do que boas. Nessa situação, as barreiras de proteção do intestino são prejudicadas.

O que pode contribuir para esse processo de disbiose intestinal?

O consumo exagerado de alimentos processados, embutidos, industrializados, alergênicos, carboidratos simples, gorduras saturadas, sal e açúcar alteram de maneira significativa a quantidade de microorganismos e a composição da flora intestinal. O número de bactérias boas também diminui no intestino com hábitos como fumo, uso excessivo de antibióticos e problemas de saúde como depressão e estresse. Isso aumenta o número de bactérias patogênicas, capazes de provocar doenças.  O desequilíbrio da flora intestinal reduz a capacidade de absorção dos nutrientes, gerando carência de vitaminas e quadros inflamatórios. Entre os sintomas desse quadro estão arrotos, náuseas, distensão abdominal, gases e períodos alternados de diarreia e prisão de ventre. Por esses motivos que eu afirmo que o intestino é um dos principais órgãos para nossa saúde.

O que podemos fazer para melhorar a saúde intestinal?

Para manter a saúde do intestino é fundamental manter uma dieta saudável. Para isso, evite alimentos processados, embutidos e enlatados.  Procure ingerir alimentos ricos em fibras como cereais, frutas e verduras, além de investir na hidratação (cerca de 2 litros de água diariamente), tomar água é fundamental, como já falamos em um programa anterior.

O uso de alimentos funcionais, como os probióticos (próprias bactérias boas) e prebióticos (fibras, exemplo: inulina) também é um forte aliado da saúde intestinal, pois estimula o crescimento de bactérias benéficas no intestino e inibe a proliferação das bactérias patogênicas, ajudando no fortalecimento da imunidade.

Controle seus níveis de estresse, apesar de ser uma reação natural do organismo, o estresse pode se tornar prejudicial se não for administrado. Entre as ferramentas mais utilizadas para isso estão o sono de qualidade e a prática de exercícios físicos. É possível também baixar os níveis de estresse através do contato com a natureza, meditação e oração. Estão percebendo que uma coisa leva a outra?? Falamos de hábitos saudáveis, alimentação, sono, tomar água, fazer exercícios físicos, espiritualidade, tudo leva a saúde integral do nosso corpo.

Outros tratamentos alternativos que ajudam na melhora do intestino é a Acupuntura, a auriculoterapia, o uso do óleo essencial de Lemon (2gts em baixo da língua em jejum) desintoxica o organismo e promove uma melhora da função intestinal, vale muito a pena esse óleo essencial de limão siciliano Lemon, da Do Terra que é o único que pode ser ingerido.

E por hoje vamos ficando por aqui, semana que vem vamos estar conversando sobre tratamentos naturais para diminuir o colesterol, também sugestão de ouvinte, lembrando que se você tiver alguma dúvida, alguma sugestão ou curiosidade pode mandar pra nós que vamos ao longo dos programas respondendo e conversando. Muito obrigada pela oportunidade, uma ótima semana a todos e até a próxima quarta-feira com o nosso programa “PÍLUAS DE SAÚDE”.


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