PÍLULAS DE SAÚDE - COMO MELHORAR A SAÚDE INTESTINAL (02/08/2023)
https://www.ativa.fm.br/pilulas-de-saude/ (link para escutar o programa 16 - Intestino)
Olá, um grande prazer estar novamente com vocês, aqui farmacêutica JAQUELINE CAPELARI, para falar hoje no nosso programa “PÍLULAS DE SAÚDE” sobre como melhorar a nossa saúde intestinal. Como já falei nos programas anteriores, o projeto “PÍLULAS DE SAÚDE” é um produto técnico do meu mestrado da faculdade de Medicina da UFRGS, chamado programa de pós-graduação em Ensino na Saúde (PPGENSAU) e tenho como orientadora a professora Fabiana Scheneider Pires e esse programa conta com recursos próprios para seu desenvolvimento.
O intestino não está entre os
órgãos que recebe muita atenção. A maioria das pessoas só se lembra dele quando
sente sintomas de seu mau funcionamento, como em casos de prisão de ventre ou
cólicas, por exemplo.
Qual
a função do intestino no nosso corpo?
Muitas pessoas pensam que o
nosso intestino é apenas o órgão responsável pela excreção das fezes no nosso
corpo, mas ele vai muitooooo além disso, ouso dizer que é um dos órgãos mais
importantes do nosso corpo. O intestino é considerado o nosso segundo cérebro e
tem funções importantíssimas para nossa nutrição e para as defesas do
organismo.
Vamos primeiro falar da
anatomia do intestino, ele se divide em dois, o intestino delgado, conhecido
como a “tripa fina”, o intestino grosso junto com a porção final que é o reto.
Cada uma dessas partes tem funções diferentes, o intestino delgado complementa
e finaliza a digestão que é iniciada ainda na boca e depois no estômago, é o
responsável maior pela absorção dos nutrientes dos alimentos que ingerimos,
formação do bolo fecal. Já o intestino grosso é o maior responsável pela
absorção da água, armazenamento e eliminação das fezes e toxinas.
Porém a medicina não para de
descobrir novas funções desse órgão, hoje se sabe que o intestino também age na
produção de neurotransmissores e hormônios (que influenciam no bem-estar e
também no ganho ou perda de peso) e no controle do sistema imunológico e das
inflamações pelo organismo.
Produção de hormônios e
neurotransmissores:
O intestino é ligado ao
cérebro por aproximadamente 500 milhões de células neuronais, que atuam de
forma bi-direcional, levando e trazendo informações e comandos. Através da
liberação de neurotransmissores e hormônios, esse sistema controla: movimento
do alimento no intestino; sensação de bem-estar; sensação de fome ou saciedade.
Além disso, cerca de 90% da serotonina, um dos principais “hormônios da
felicidade”, é produzida no intestino. Pessoas depressivas podem estar sofrendo
de disfunção intestinal.
Barreira imunológica:
O muco que cobre toda a
superfície intestinal contém diversas moléculas que barram fisicamente a
entrada de patógenos (moléculas causadoras de doenças). “Atrás” do muco está o
tecido epitelial, que tem na junção entre suas células o espaço necessário para
permitir a passagem de nutrientes, mas barrar patógenos que possam atravessar o
muco. Com isso, cerca de 70% das células do sistema imune estão concentradas no
intestino. Pessoas que apresentam imunidade baixa, infecções de repetição podem
estar sofrendo de problemas intestinais;
Microbiota intestinal e
obesidade:
Em ação conjunta com o sistema
nervoso, a microbiota intestinal (A microbiota intestinal, ou a flora
intestinal, é o conjunto de milhões de microorganismos, como vírus, fungos e
bactérias que habitam no trato gastrointestinal) atua na produção e liberação de
neurotransmissores e hormônios que controlam o movimento da comida no intestino
e as sensações de bem-estar, fome ou saciedade. A microbiota influencia também
na regulação dos níveis de açúcar no sangue e na forma de armazenamento de
gordura no corpo. Quando em desequilíbrio, ela pode ainda provocar um processo
inflamatório, que tem potencial para deixar o intestino permeável, uma
condição que permite a passagem de bactérias e toxinas para o organismo. Assim,
aumentam as possibilidades de ocorrência de obesidade, síndrome metabólica e
Diabetes tipo 2. Casos aqui de pessoas que não conseguem emagrecer ou que não conseguem
controlar sua diabetes podem estar relacionados a saúde intestinal.
Portanto, cuidar do intestino
é cuidar da saúde integral. No entanto, é uma pena que muitas pessoas não
conheçam a importância deste órgão e não mantêm hábitos que o ajudam a funcionar
bem. Segundo dados da Organização Mundial de Gastroenterologia, 20% da
população global sofre algum tipo de problema intestinal. 90% dessas pessoas
simplesmente não procuram orientação médica, recorrendo à automedicação ou
apenas ignorando o problema, o que pode agravar outros problemas de saúde.
Quando a saúde intestinal está
prejudicada, o corpo passa por um processo chamado disbiose, ou seja, um estado
de desequilíbrio em que existem mais bactérias ruins no corpo do que boas.
Nessa situação, as barreiras de proteção do intestino são prejudicadas.
O
que pode contribuir para esse processo de disbiose intestinal?
O consumo exagerado de
alimentos processados, embutidos, industrializados, alergênicos, carboidratos
simples, gorduras saturadas, sal e açúcar alteram de maneira significativa a
quantidade de microorganismos e a composição da flora intestinal. O número de
bactérias boas também diminui no intestino com hábitos como fumo, uso excessivo
de antibióticos e problemas de saúde como depressão e estresse. Isso aumenta o
número de bactérias patogênicas, capazes de provocar doenças. O desequilíbrio da flora intestinal reduz a
capacidade de absorção dos nutrientes, gerando carência de vitaminas e quadros
inflamatórios. Entre os sintomas desse quadro estão arrotos, náuseas, distensão
abdominal, gases e períodos alternados de diarreia e prisão de ventre. Por
esses motivos que eu afirmo que o intestino é um dos principais órgãos para
nossa saúde.
O
que podemos fazer para melhorar a saúde intestinal?
Para manter a saúde do
intestino é fundamental manter uma dieta saudável. Para isso, evite alimentos
processados, embutidos e enlatados.
Procure ingerir alimentos ricos em fibras como cereais, frutas e
verduras, além de investir na hidratação (cerca de 2 litros de água
diariamente), tomar água é fundamental, como já falamos em um programa
anterior.
O uso de alimentos funcionais,
como os probióticos (próprias bactérias boas) e prebióticos (fibras, exemplo: inulina) também é um forte aliado da saúde intestinal,
pois estimula o crescimento de bactérias benéficas no intestino e inibe a
proliferação das bactérias patogênicas, ajudando no fortalecimento da
imunidade.
Controle seus níveis de
estresse, apesar de ser uma reação natural do organismo, o estresse pode se
tornar prejudicial se não for administrado. Entre as ferramentas mais
utilizadas para isso estão o sono de qualidade e a prática de exercícios
físicos. É possível também baixar os níveis de estresse através do contato com
a natureza, meditação e oração. Estão percebendo que uma coisa leva a outra??
Falamos de hábitos saudáveis, alimentação, sono, tomar água, fazer exercícios
físicos, espiritualidade, tudo leva a saúde integral do nosso corpo.
Outros tratamentos
alternativos que ajudam na melhora do intestino é a Acupuntura, a
auriculoterapia, o uso do óleo essencial de Lemon (2gts em baixo da língua em
jejum) desintoxica o organismo e promove uma melhora da função intestinal, vale
muito a pena esse óleo essencial de limão siciliano Lemon, da Do Terra que é o
único que pode ser ingerido.
E
por hoje vamos ficando por aqui, semana que vem vamos estar conversando sobre
tratamentos naturais para diminuir o colesterol, também sugestão de ouvinte,
lembrando que se você tiver alguma dúvida, alguma sugestão ou curiosidade pode
mandar pra nós que vamos ao longo dos programas respondendo e conversando.
Muito obrigada pela oportunidade, uma ótima semana a todos e até a próxima
quarta-feira com o nosso programa “PÍLUAS DE SAÚDE”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário